Cibernéticas: O Papel da Tecnologia na Luta por Igualdade



    Oi, pessoal! No post de hoje, vamos abordar sobre o documentário Cibernéticas, dirigido por Graziela Mantoanelli. A produção é um ótimo e interessante retrato do universo da programação sob a perspectiva de mulheres que atuam na área. O documentário destaca a importância da presença feminina na tecnologia e a luta por igualdade de gênero em um setor ainda dominado por homens.

   No documentário Cibernéticas, podemos perceber como a imaginação desde a infância foi usada como uma forma de resistência por mulheres que cresceram em contextos difíceis. Mesmo com tantos obstáculos, como a pobreza e a violência, elas encontraram na criatividade e, depois, na tecnologia, uma maneira de transformar suas realidades. É importante notar como a presença feminina, e principalmente de mulheres negras, ainda é tratada com descaso em espaços acadêmicos e profissionais. Elas têm que provar o tempo todo que são capazes, enquanto os homens já são vistos como competentes por padrão, e isso está ligado ao preconceito que a sociedade tem enraizada. Além disso, grandes empresas não dão oportunidades para essas mulheres aplicarem o conhecimento e sua vivência com a tecnologia. O documentário nos faz perceber o quanto é necessário criar espaços mais justos e inclusivos, para que todas as pessoas tenham chances de mostrar seu potencial. A tecnologia está cada vez mais presente em todos os aspectos da nossa vida. Na educação, ela é uma ferramenta importante para facilitar pesquisas, organização, comunicação e o próprio aprendizado. No entanto, ficou evidente que esse acesso não é igual para todos, muitos estudantes ainda não têm internet ou equipamentos em casa, o que aprofunda a desigualdade social e limita oportunidades. Falar em tecnologia na educação sem garantir acesso a todos é ignorar essa realidade.


   Uma pesquisa de 2020 revela que 47 milhões de pessoas não tinham acesso a internet. Com base nessa informação, é perceptível a discrepância entre as pessoas, pois revela uma desigualdade social envolvida, já que a tecnologia dá acesso aos direitos humanos, como por exemplo fazer uma inscrição para a prova do enem, que eleva o nível de estudos dando oportunidade para ingressar no ensino superior. Essa desigualdade faz com que as classes mais baixas estejam em desvantagem para a educação e o mercado de trabalho. O documentário expõe ainda, a respeito da meritocracia, que muitos acham que para alcançar trabalhos e estudos, é preciso somente ter o mérito, quando na verdade muitas pessoas têm e não podem usufruí-los , já que seus lugares estão sendo ocupados por pessoas brancas e da classe alta. As pessoas que não ocupam esses espaços, são as que tem cor, gênero e classe social. Ao mesmo tempo, a escola precisa assumir o papel de ensinar o uso crítico da tecnologia. Não basta só garantir o acesso, é necessário mostrar como ela pode ser uma ferramenta de criação, pensamento e transformação. A falta de preparo de muitos professores, como foi citado por uma das entrevistadas, também precisa ser debatida. Muitos educadores ainda têm dificuldades com metodologias e didáticas atualizadas, o que contribui para o baixo rendimento dos alunos e altas taxas de reprovação. A tecnologia, se bem aplicada, pode ajudar a reverter esse cenário, tornando o aprendizado mais dinâmico e acessível.


  A criação da tecnologia vai muito além do que podemos perceber, pois envolve muitas visões diferentes de quem está por trás das ideias. A IA, por exemplo, pode carregar consigo preconceitos e estereótipos de quem criou, já que é algo que pode ser facilmente manipulado e controlado por seres humanos. Para minimizar o impacto social da computação, é preciso formar e dá espaço para os jovens  com olhares diferentes, principalmente para amenizar as ideias criadas por homens brancos e heteros, devido a possibilidade de carregarem consigo um preconceito enraizado. Uma informação muito interessante do Documentário, é o fato de que as tecnologias básicas foram criadas por mulheres, como o GPS e geladeira, porém, essas não são valorizadas e ouvidas como deveriam, já que que a sociedade desvaloriza o lugar da mulher no mercado de trabalho. As entrevistadas relatam sobre a dificuldade de equilibrar a vida pessoal com a profissional, principalmente quando a primeira envolve filhos. A dificuldade se dá em atrasos na carreira para cuidar das crianças, já que essa responsabilidade é jogada, na maioria dos casos, para as mães. A necessidade de provar que além de mãe, as mulheres têm o direito de ter uma vida social e profissional sempre foi um problema, ao contrário dos homens, que podem ser livres e terem sucesso na vida profissional. 


  Portanto, a inclusão deve estar presente na educação e no trabalho, com suporte, materiais e estrutura de qualidade. Não basta abrir portas, é preciso considerar as dificuldades de aprendizado e aplicação do conhecimento. O Brasil tem sua maior geração de jovens, e com tecnologia, eles podem transformar o mundo. Basta oferecer as condições certas para que mostrem seu potencial.


Comentários

  1. Isso mesmo pessoal, um ponto realmente bem marcante é essa relação da mulher com a tecnologia e como é importante ocupar esse espaço. E é muito necessário a tecnologia no sistema educacional para ajudarmos a seguir com esses avanço tecnológicos

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  2. De fato meninas ,a tecnogia abre portas, portanto como podemos perceber ao longo do documentário essas portas nem sempre estiveram abertas para as mulheres. Dessa forma podemos observar a desigualdade de gênero que ainda persiste em nossa sociedade.
    Ass: Dandarah

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  3. Outro ponto importante que elas enfatizaram foi sobre a mulher. A mulher exerce vários papéis e, muitas vezes, precisa escolher entre seguir uma carreira ou construir uma família. Isso acaba impactando, de certa forma, sua vida e as escolhas que cada uma faz.

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  4. isso mesmo meninas, o texto mostra como a tecnologia pode ser uma ferramenta de transformação, ele destaca bem as dificuldades que elas enfrentam, tanto no acesso quanto no reconhecimento, e como ainda falta muita inclusão no mercado e na educação.
    Ass: Karine

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  5. Gostei muito quando vocês abordam a obrigação das instituições de ensino em instruir sobre o uso consciente da tecnologia. É indispensável que os professores estejam aptos a orientar os alunos não apenas na utilização, mas também na produção de novas alternativas tecnológicas.

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  6. A aducação e a tecnologia nos oferecem o poder de transformar nossa realidade. E nós, enquanto futuras pedagogas, temos o compromisso de construir um olhar inclusivo sobre as crianças, incentivando-as a acreditar em seus sonhos, mesmo diante das adversidades."

    Att: Elaine

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  7. Meninas, feliz em vê-las desenvolvendo a escrita e a reflexão. Concordo que o acesso não é igual para todos. Agora precisamos conversar sobre a estrutura da reflexão: o que percebo é que vocês fazem um resumo das principais ideias do documentário. Trazem dados de pesquisa, mas não consigo perceber a relação com a educação e com a formação. Temos um roteiro para cada escrita do diário que PODE ajudá-los na estruturação das ideias e argumentações. Voltem nessa escrita e percebam se vocês refletiram mostrando: como a temática da cibernética se relacionam com a educação e a escola atual. Observe se abordaram mostrando a importância de discutir algoritmos, dados e vigilância no curso de Pedagogia. Vamos lá! Querendo conversar, podemos fazer! Mas, o que quero é que consigam fazer essa atividade de forma significativa, certinho?bjos

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