Educação e tecnologia nos séculos XX e XXI.


Ao longo do século XX, algumas tecnologias como o rádio e a televisão começaram a ser usadas na educação, como uma tentativa de ampliar o acesso ao conhecimento. Mas somente no século XXI, com a internet se espalhando e as políticas públicas avançando, que os esforços pra garantir a inclusão digital nas escolas realmente começaram a ganhar força. Foi aí que surgiram programas tentando aproximar alunos e professores das novas tecnologias.

Podemos perceber que os programas educacionais que envolvem tecnologia passaram por grandes mudanças do século XX para o XXI. No começo, esses recursos eram usados apenas como apoio, sem modificar de fato o jeito de ensinar. Já no século XXI, com iniciativas como a reformulação do Proinfo e o projeto UCA (Um Computador por Aluno), a inclusão digital começou a ter mais espaço nas escolas. Mesmo assim entendemos que, ainda há muitos desafios como a falta de internet de qualidade, poucos equipamentos e dificuldades dos professores em utilizar as tecnologias de forma integrada ao ensino. Ou seja, apesar dos avanços, ainda há muito a ser feito para que a tecnologia esteja realmente presente no cotidiano escolar. Como cita o filósofo Cornelius Castoriadis no texto em estudo, “um objeto técnico não é um ‘instrumento’ puro, deve ser tomado em uma rede de significações” (1987), o que reforça a ideia de que a simples presença da tecnologia na escola não é suficiente, é preciso considerar o contexto social, cultural e pedagógico em que ela se insere. 

Diversas políticas públicas foram criadas com o objetivo de modernizar e tornar mais inclusiva a educação nas escolas públicas brasileiras, como o ProInfo, o Um Computador por Aluno (UCA) e o PNLD Digital. Após a leitura do texto de Bonilla, percebe-se que o uso da tecnologia é de fundamental importância no ambiente escolar, pois auxilia no desenvolvimento educacional e amplia as oportunidades e a qualidade do ensino, além de promover as habilidades intelectuais dos alunos. No entanto, quando se trata de efetivar esses objetivos, ainda há lacunas que impedem de pôr em prática as ideias que os programas oferecem. Infelizmente, na atualidade os recursos ainda são insuficientes para suprir a necessidade que cada rede escolar precisa para oferecer aulas de qualidade aos estudantes, o que impede a articulação do conhecimento. 

Percebe-se que a tecnologia é de uso indispensável na atualidade. Porém, mesmo na era digital, o professor é insubstituível na educação, pois ele é a chave para disseminar o conhecimento. Nenhuma política pública é capaz de transformar a escola sem que o professor esteja a frente para capacitar os alunos. É ele o responsável por planejar e contextualizar as necessidades da turma, garantindo que a tecnologia seja usada de forma ética e pedagógica. Por esse motivo, a formação dos professores deve incluir a capacitação para a tecnologia. Programas como o Proinfo são de extrema importância, pois qualifica o processo de ensino-aprendizagem e oferece uma educação que valoriza o tecnológico.

Essas discussões dialogam diretamente com a nossa formação como futuras professoras, pois mostram a importância de estarmos preparadas para usar a tecnologia de forma crítica e integrada ao ensino. Também sabemos que, aprendendo a usar a tecnologia da maneira certa, ela não vai atrapalhar o ensino, pelo contrário, só vai ajudar. Pois utilizando corretamente, ela vai trazer mais recursos e tornar as aulas modernas e interessantes, facilitando o aprendizado dos alunos. 

Diante do que foi exposto, é notável a importância de investir na educação, através de políticas públicas que assegurem uma educação digital inclusiva e de qualidade. Além disso, para que as políticas públicas tenham eficácia, é necessário investir na formação continuada dos professores. Eles que são responsáveis por partilhar o conhecido entre os alunos, e somente com sua atuação responsável, será possível transformar a escola pública em um espaço inclusivo e inovador para todos os alunos.


Comentários

  1. Meninas, primeiro parabenizá-las pela reflexão e pela forma como estão conseguindo desenvolver a argumentação. Considero que conseguem refletir sobre as políticas públicas de tecnologias na educação, mostrando como essas discussões dialogam com a formação das duas. O que sinto falta é de uma articulação melhor entre os temas abordados e a aprendizagem com a base teórica. Quando vocês afirmam "Após a leitura do texto de Bonilla, percebe-se que o uso da tecnologia é de fundamental importância no ambiente escolar, pois auxilia no desenvolvimento educacional e amplia as oportunidades e a qualidade do ensino, além de promover as habilidades intelectuais dos alunos", qual parte do texto ela aborda sobre isso? O que quero incentivá-las é trazer o que o autor aborda para que fundamente a reflexão da dupla.

    Outro ponto que quero dialogar com vocês: não existe maneira certa ou errada de usar a tecnologia na escola. O que precisamos pensar é: como as tecnologias estão integradas a minha prática? Está numa perspectiva de "animar" a velha educação ou está estruturando a minha prática com propostas que levam a autoria, a colaboração, a produção de conhecimento e culturas? Não queremos aulas mais modernas e interessantes - lembram do vídeo tecnologia ou metodologia? O que queremos é que pensem em práticas que envolvam as crianças para sair do lugar de consumidor de conteúdo, para juntos tornarem-se produtores de conteúdos e conhecimento. Importante refletirmos se queremos inovação ou se queremos mudança de prática, certinho? Bjos

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